quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Toque do Senhor




Pastor John Piper

"Também Saul se foi para sua casa, a Gibeá; e foi com ele uma tropa de homens cujo coração Deus tocara (I Samuel 10:26)."

Ler estas palavras tem me levado a orar por um novo toque de Deus. Que coisa maravilhosa é ser tocado por Deus, no coração! Não existe nada incomum a respeito da palavra hebraica usada neste versículo; ela significa apenas "tocar", no sentido comum. Deus tocou o coração daqueles homens.

O toque de Deus no coração de alguém é algo impressionante. É impressionante porque o coração é tão precioso para nós - tão profundo, tão íntimo, tão pessoal. Quando o coração é tocado, somos tocados profundamente. Alguém penetrou as camadas protetoras e chegou ao centro. Fomos conhecidos. Fomos descobertos e vistos.

O toque de Deus é impressionante porque Deus é Deus. Pense no que é dito neste versículo! Deus tocou aqueles homens. Não foi a esposa, nem um filho, nem o pai ou a mãe, nem um conselheiro. Foi Deus quem tocou. Aquele que tem infinito poder no universo. Aquele que tem infinita autoridade, sabedoria, amor, bondade, pureza e justiça. Foi Ele quem tocou o coração daqueles homens.

O toque de Deus é impressionante porque é um toque. É uma conexão verdadeira. O fato de que esse toque envolve o coração é impressionante. O fato de que esse toque envolve a Deus é admirável. E, por ser um toque real é maravilhoso. Os homens valentes não somente ouviram palavras sendo-lhes dirigidas. Não somente receberam uma influência divina. Não foram apenas vistos e conhecidos externamente. Deus, com infinita condescendência, tocou-lhes o coração. Deus estava bem próximo. E os homens não foram consumidos.
Amo esse toque. Desejo-o mais e mais. Desejo-o para mim mesmo e para todos os membros de nossa igreja. Rogo a Deus que toque em mim e em toda a sua igreja, de maneira nova e profunda, para a sua glória. O texto bíblico diz que eles eram uma tropa de homens - "e foi com ele uma tropa de homens cujo coração Deus tocara". A palavra hebraica traz consigo a idéia de força, coragem, substância. Oh! que os santos de Deus sejam valentes para o Senhor - corajosos, fortes e cheios de dignidade, beleza e verdade!

Orem comigo para que tenhamos esse toque. Se vier com fogo, que assim seja! Se vier com água, que assim também seja! Se vier com vento, faze-o vir, ó Deus! Se vier com trovões e relâmpagos, prostremo-nos ante esse toque. Ó Senhor, vem! Aproxima-te bastante, para tocar-nos. Envolve-nos com o amianto da tua graça. Penetra o profundo de nosso coração e toca-o. Queima, encharca, sopra, esmaga. Ou, usa uma voz suave e tranqüila. Não importa a maneira, vem. Vem e toca o nosso coração.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

RESOLUÇÃO DA 40ª AGO DA CGADB SOBRE UNIÃO ESTÁVEL E DIVÓRCIO - TEXTO NA ÍNTEGRA




Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, no uso de suas atribuições e de conformidade com o disposto no art. 3º, III, IV c/c o art. 8º, I, do Estatuto Social;

Considerando a existência de Ministros, membros da CGADB, em situação de Divorcio;

Considerando a necessidade dessa Convenção Geral em traçar normas que regulamentem a situação ministerial dos seus membros, no sentido de preservar e manter os princípios morais e espirituais que embasam a doutrina das Assembléias de Deus no Brasil;

Considerando que é dever dessa CGADB zelar pela observância da doutrina bíblica e dos bons costumes dos membros das Assembléias de Deus, em todo território nacional, sem prejuízo da atuação das respectivas Convenções Estaduais;

RESOLVE:

Art. 1º. A CGADB só reconhece o Divórcio no âmbito ministerial de seus membros, nos casos de infidelidade conjugal, previstos na Bíblia sagrada e expressos em Mt. 5:31-32; 19:9, devidamente comprovados.

Art. 2º. As Convenções Estaduais deverão esgotar todos os esforços possíveis no sentido de promover a reconciliação do Ministro e sua esposa, antes de serem ajuizadas Ações de Divórcio.

Art. 3º. Esta CGADB não reconhece, no âmbito da vida ministerial de seus membros, a situação de União Estável.

Art. 4º. O Ministro, membro desta CGADB, divorciado nos termos do disposto no art. 1º. Desta Resolução ou no caso, onde a iniciativa do divórcio partir da sua esposa (1 Co 7: 15), poderá permanecer ou não, na função ministerial, decisão essa, que ficará a cargo da Convenção Estadual da qual é filiado, facultando-se-lhe o direito de recurso para Mesa Diretora e para o Plenário desta Convenção Geral.

Parágrafo 1º. O Ministro, vítima de infidelidade conjugal por parte de sua esposa, poderá contrair novas núpcias, respeitados os princípios bíblicos que norteiam a união conjugal, nos termos da permissibilidade concedida por Cristo, em Mateus 5. 31 e 32; 19. 9, ficando cada caso a ser examinado e decidido pelas Convenções Estaduais.

Parágrafo 2º. Quando o Ministro der causa ao divórcio, a sua permanência ou retorno ao ministério dependerá de exame e decisão da Convenção Estadual, facultando-se-lhe ampla defesa, sendo-lhe também assegurado recurso para a Mesa Diretora e para o plenário da Convenção Geral.

Art. 5º. O Ministro, membro desta CGADB que acolher Ministro divorciado sem a observância do disposto na presente Resolução, será responsabilizado disciplinarmente, no âmbito desta Convenção Geral.

Art. 6º. Ficam os Presidentes de Convenções e demais membros desta CGADB autorizados a divulgar entre a membresia das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em todo o território nacional, o inteiro teor desta Resolução.

Art. 7º. Esta Resolução entrará em vigor na data da sua publicação no “Mensageiro da Paz”, órgão oficial de publicação dos atos desta Convenção Geral.

Art. 8º. Revogam-se a resolução 001/95, de 29 de Janeiro de 1995 e demais disposição em contrário.


Plenário da 40ª Assembléia Geral Ordinária da CGADB em Cuiabá(MT), 13 de abril de 2011

Pr. Esequias Soares da Silva - Presidente da Comissão Especial

Pr. Everaldo Morais Silva - Relator da Comissão Especial
                                                           
Pr. Ricardo Moraes de Resende - Secretario Ad Hoc da Comissão Especial


segunda-feira, 18 de abril de 2011

VIVENDO E APRENDENDO A PALAVRA DE DEUS



Estivemos presente nos dias 13 e 14 de Abril de 2011 na Assembléia de Deus da Cidade dos Funcionários, em um encontro de reflexão teológico com a presença do pastor e doutor Russel Shedd. O tema do seminário: Epístolas das Prisões. O evento foi marcado principalmente pela presença do Espírito Santo, que moveu os corações dos que estavam presente ao passo que a Palavra de Deus estava sendo ministrada pelo pastor Shedd. Agradeço ao pastor Antônio José pela recepção e a livraria Bíblia e opções que foi a patrocinadora do evento juntamente com AD da Cidade dos Funcionários.     


sexta-feira, 15 de abril de 2011

O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO



Lição 3


1. O que É o Batismo com o Espírito Santo

"Mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias" (At 1.5).

O batismo com o Espírito Santo não é uma bênção exclusiva de grupos pentecostais ou carismáticos, como alguns têm defendido e ensinado, "porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, cha¬mar" (At 2.39). A universalidade da promessa do batismo com o Espírito Santo é aqui reiterada, enriquecida e aprofundada para outras pessoas que ainda "estavam lon-ge".

A promessa do Pai, feita a Jesus, cobriria o tempo e o espaço. Ela "diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar". Estas palavras, proferidas pelo apóstolo Pedro no dia de Pentecoste, mostram a abrangência da promes¬sa:

• O batismo com o Espírito Santo seria para a geração dos primórdios da Igreja ("... a vós").

• O batismo com o Espírito Santo seria também para a geração de crentes e pregadores que viria depois ("... a vossos filhos").

• O batismo com o Espírito Santo seria também outor¬gado aos que estavam distantes, geográfica e cronologi¬camente ("... a todos os que estão longe").

• O batismo com o Espírito Santo poderia ser desfrutado por todos os que cressem e obuscassem ("... a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar").

Idêntica promessa faz Jesus, em Marcos 16.17, quan¬do se despede dos discípulos: "Este sinais seguirão aos que crerem... falarão novas línguas". Esta gloriosa pro¬messa foi imediatamente cumprida no dia de Pentecoste (At 2.1-4) e pelos séculos que se seguiram. Até hoje, homens e mulheres de todas as nacionalidades têm expe¬rimentado e testemunhado a mesma coisa.

Jesus continua batizando com o Espírito Santo em todas as partes do mundo onde sua vontade é aceita. Ele "é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente" (Hb 13.8); e, de igual modo, "o Espírito é o mesmo" (1 Co 12.4,8,9,11).

2. A Finalidade do Batismo com o Espírito Santo
O glorioso revestimento de poder pelo batismo com o Espírito Santo tem várias finalidades e aplicações:

• Traz ao crente um revestimento de poder sobrenatu¬ral. Jesus prometeu: "Ficai, porém, na cidade de Jerusa¬lém, até que do alto sejais revestidos de poder" (Lc 24.49).

• Faz do crente uma testemunha poderosa do Evange¬lho: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra" (At 1.8).

• Traz aos crentes uma espécie de "unção universal" entre os filhos de Deus, unindo-os em um só corpo. Paulo afirma: "Há um só corpo e um só Espírito" (Ef 4.4). A operação miraculosa do Espírito Santo na vida da Igreja derruba todas as barreiras e preconceitos nacionalistas.

Em Romanos 6.2-4, Paulo revela que todos nós fomos batizados na morte de Cristo e sepultados com ele pelo batismo na morte, e que através de sua ressurreição anda¬mos em "novidade de vida". E reafirma, em 1 Coríntios 12.13: "Pois todos nós fomos batizados em um mesmo Espírito, formando um corpo..."

Este batismo é uma ação poderosa que produz a união entre todos os homens, formando assim "um só corpo", quer sejam judeus, gregos, servos ou livres. Antes desta operação gloriosa do Espírito, os homens eram classifi-cados por raças e categorias: bárbaros, pecadores, publicanos, meretrizes, judeus, gregos, romanos, saduceus, fariseus, herodianos, citas, samaritanos, da circuncisão, incircuncisos, escravos, livres etc.

O Espírito Santo, através desta "imersão" purificadora, torna o Cristianismo superior a qualquer filosofia ou religião que separe as pessoas por nacionalismo ou tradi¬ção secular.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

NOMES E SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO



LIÇÃO 2


Por Valdemir Pires Moreira


INTRODUÇÃO

Econtramos o Espírito Santo sendo descrito nas Sagradas Escrituras de uma maneira impessoal: Como o sopro que preenche, a unção que unge, o fogo que ilumina e aquece, como a água que é derramada e o dom do qual todos pesticipam. Contudo esses nomes são meramente descrições de suas operações. Como já vimos na aula passada não nos resta duvidas quanto a personalidade do Espírito Santo, a terceira pessoa da santissima Trindade. Em todo Novo Testamento, faz-se alusão ao Espírito Santo em termos coloquiais, como "esse" (e não isso) e "aquele" (e não aquilo).

1. Os pronomes e apelativos são largamente usados para descrever sua existência e personalidade:

a) EU (At 10.19,20)

b) ELE (Jo 16.8)

c) AQUELE (Jo 14.26)

d) OUTRO (Jo 14.16)

e) ESSE (Jo 14.26)

Cada nome ou título do Espírito Santo descreve a natureza de sua existência e caráter.

2. Alguns destes nomes e títulos descrevem a sua nature¬za propriamente dita; outros, a sua obra; outros ainda, sua manifestação:

a) O Espírito (1 Co 2.10)

O termo grego “pneuma”, aplicado ao Santo Espírito, evolve tanto o pensamento de “fôlego” como o de “vento”. Como “fôlego” (Jo 20.22; Gn 2.7; Sl 104.30; Jó 33.4; Ez 37.1-10) e como “vento” (Jo 3.6-8; At 2.1-4)

b) O Espírito Eterno (Hb 9.14)

Assim como a eternidade é atributo ou caracteristica da natureza de Deus, semelhantemente a eternidade poder ser atribuída ao Espírito Santo como uma das distinções pessoais no ser de Deus.

c) O Espírito Santo (1 Co 2.10).

Ele é chamado Santo porque é o Espírito do Santo Deus e porque a sua obra principal é a santificação. Deus planejou o plano da salvação, o Senhor Jesus executou esse plano divino e o Espírito Santo estar santificando e preparando a Igreja para que ela em breve estaja para todo o sempre na presença do Deus Santo, do Filho Santo e na presença dEle, o Espírito Santo. O Espírito Santo veio para reorganizar a natureza do homem e para opor-se a todas as suas tendências más.

d) O Espírito da Promessa

O Espírito Santo é chamado assim porque sua graça e seu poder são umas das bênçãos principais prometidas no AT. (Ez 36.7; Jl 2.28). A prerrogativa mais elevada de Cristo, ou o Messias, era a de conceder o Espírito, e esta prerrogativa Jesus a reivindicou quando disse: "Eis que sobre vos envio a promessa de meu Pai" (Lc. 24.49; Gl. 3.14).

e) O Espírito da verdade

Espírito da verdade. O propósito da Encarnação foi revelar o Pai; a missão do Consolador é revelar o Filho. Ao contemplar-se um quadro a óleo, qualquer pessoa notará muita beleza de cor e forma; mas para compreender o significado intrínseco do quadro e apreciar o seu verdadeiro propósito precisará de um intérprete experiente. O Espírito Santo é o Intérprete de Jesus Cristo. Ele não oferece uma nova e diferente revelação, mas abre as mentes dos homens para verem o mais profundo significado da vida e das palavras de Cristo. Como o Filho não falou de si mesmo, mas falou o que recebeu do Pai, assim o Espírito não fala de si mesmo, como se fosse fonte independente de conhecimento, mas declara o que ouviu daquela vida íntima da Divindade.

f) O Espírito da graça (Hb 10.29; Zc 12.10)

O Espírito Santo dá graça ao homem para que se arrependa, quando peleja com ele; concede o poder para santificação, perseverança e serviço. Aquele que trata com desdém ao Espírito da graça, afasta o único que pode tocar ou comover o coração, e assim se separa a si mesmo da misericórdia de Deus.

g) Espírito da vida (Rm 8.2; Ap 11.11)

Um credo antigo dizia: "creio no Espírito Santo, o Senhor, e Doador da vida." O Espírito é aquela Pessoa da Divindade cujo oficio especial é a criação e a preservação da vida natural e espiritual.

h) Espírito de adoção (Rm 8.15)

Quando a pessoa é salva, não somente lhe é dado o nome de filho de Deus, e adotada na família divina, mas também recebe "dentro de sua alma o conhecimento de que participa da natureza divina. Assim escreve o bispo Andrews: "Como Cristo é nossa testemunha no céu, assim aqui na terra o Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus".

i) O Consolador (Jo 14; 15)

Esse é o título dado ao Espírito como aquele que substituiria o Senhor Jesus e passaria a acompanhar os discipulos do Senhor. A palavra "Consolador" ("parácleto", no grego) significa alguém chamado para ficar ao lado de outrem, com o propósito de ajudá-lo em qualquer eventualidade, especialmente em processos legais e criminais. Era costume nos tribunais antigos, as partes aparecerem no tribunal assistidas por um ou mais dos seus amigos mais prestigiosos, que no grego chamavam, "parácleto", e em latim, "advocatus". Estes assistiam seus amigos, não pela recompensa ou remuneração, mas por amor e consideração; a vantagem da sua presença pessoal era a ajuda dos seus sábios conselhos. Eles orientavam seus amigos quanto ao que deviam dizer e fazer; falavam por eles; representavam-nos, faziam da causa de seus amigos sua própria causa; amparavam-nos nas provas, dificuldades, e perigos da situação. O Espírito Santo é chamado "outro" Consolador porque seria ele, em forma invisível aos discípulos, justamente o que Jesus lhes havia sido em forma visível. A palavra "outro" faz distinção entre o Espírito Santo e Jesus; no entanto, coloca-os no mesmo nível. Jesus enviou o Espírito; mas, Jesus vem espiritualmente a seus discípulos pelo Espírito.

3. Simbolos do Espírito Santo

Os seguintes símbolos são empregados para descrever as operações do Espírito Santo:

a) Fogo (Is 4.4; Mt 3.11; Lc 3.16)

O fogo ilustra a limpeza, a purificação, a intrepidez ardente, e o zelo produzido pela unção do Espírito. O Espírito é comparado ao fogo porque o fogo aquece, ilumina, espalha-se e purifica. (Vide Jr 20.9)

b) Vento (Ez 37.7-10: Jo 3.8; At 2.2)

O vento simboliza a obra regeneradora do Espírito e é indicativo da sua misteriosa operação independente, penetrante, vivificante e purificante.

c) Água (Êx 17.6; Ez 36.25-27; 47.1; Jo 3.5; 4.14; 7.38,39)

O Espírito é a fonte da água viva, a mais pura, e a melhor, porque ele é um verdadeiro rio de vida — inundando as nossas almas, e limpando a poeira do pecado. O poder do Espírito opera no reino espiritual o que a água faz na ordem material. A água purifica, refresca, sacia a sede, e torna frutífero o estéril. Ela purifica o que está sujo e restaura a limpeza. É um símbolo adequado da graça divina que não somente purifica a alma mas também lhe acrescenta a beleza divina. A água é um elemento indispensável na vida física; o Espírito Santo é um elemento indispensável na vida espiritual.

d) Selo (Ef 1.13; 2 Tm 2.19)

Essa ilustração exprime os seguintes pensamentos:

Possessão

A impressão dum selo dá a entender uma relação com o dono do selo, e é um sinal seguro de algo que lhe pertence. Os crentes são propriedade de Deus, e sabe-se que o são pelo Espírito que neles habita. O seguinte costume era comum em Éfeso no tempo de Paulo. Um negociante ia ao porto selecionar certa madeira e então a marcava com seu selo — um sinal de reconhecimento da possessão. Mais tarde mandava seu servo com o selo, e ele trazia a madeira que tivesse a marca correspondente. (2 Tm 2.19)

A idéia de segurança também está incluída (Ef 1.13; Ap 7.3)

O Espírito inspira um sentimento de segurança e certeza no coração do crente. (Rm 8.16). Ele é o penhor ou as primícias da nossa herança celestial, uma garantia da glória vindoura. Os crentes têm sido selados, mas devem ter cuidado que ao façam alguma coisa que destrua a impressão do selo (Ef 4.30).

e) Azeite

O azeite é, talvez, o mais comum e mais conhecido símbolo do Espírito. Quando se usava o azeite no ritual do Antigo Testamento, falava-se de utilidade, frutificação, beleza, vida e transformação. Geralmente era usado como alimento, para iluminação, lubrificação, cura, e alivio da pele. Da mesma maneira, na ordem espiritual, o Espírito fortalece, ilumina, liberta, cura e alivia a alma.

f) Pomba

A pomba, como símbolo, significa brandura, doçura, amabilidade, inocência, suavidade, paz, pureza e paciência. Entre os sírios é emblema dos poderes vivificantes da natureza. Uma tradição judaica traduz Gn 1.2 da seguinte maneira. "O Espírito de Deus como pomba pousava sobre as águas." Cristo falou da pomba como a encarnação da simplicidade, uma das belas características dos seus discípulos.


Fonte de pesquisa

Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman – Editora vida

A Existência e a Pessoa do Espírito Santo - Severino Pedro da Silva - CPAD

quarta-feira, 6 de abril de 2011

SER PREGADOR — DE VERDADE — NÃO É NADA FÁCIL




Por  Ciro Sanches Zibordo



Ser pregador de verdade não é nada fácil, sobretudo nesses últimos dias em que a pregação deixou de ser uma simples exposição da Palavra de Deus. Para agradar, o pregador deve ser espetacular, literalmente. Versátil, precisa “cativar a plateia”, “ganhar o público”, “dominar o auditório”, como se estivesse em uma apresentação de stand-up comedy.

A definição de pregação no Novo Testamento é simples: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Co 2.4,5). Isso denota que o melhor pregador é aquele que apenas expõe as Escrituras, confiando que o Espírito Santo fará a parte que lhe cabe.

Neste novo milênio, para tristeza do Espírito Santo, não é nenhum absurdo pertencer a uma agência de pregadores — os quais são, na verdade, em sua maioria, animadores de auditório, humoristas, milagreiros, etc. Eu mesmo já recebi convites para ingressar em uma dessas agências, sobretudo através das redes sociais. Mas, quando comecei a pregar, na segunda metade da década de 1980, fiquei surpreso, ao ser abordado num púlpito, em São Paulo.

— O irmão gostaria de fazer parte de nossa agência nacional de pregadores? — perguntou-me um pastor, após uma pregação.

— Como ela funciona? — perguntei-lhe, nitidamente surpreso.

— As igrejas ligam para nós. Elas é que definem como deve ser o pregador para o seu evento: brincalhão, sisudo, etc. Até o tipo de mensagem eles determinam. E nós cuidamos de tudo. Enviamos o pregador certo e negociamos um bom cachê.

O que era, para mim, uma aberração, naquela época, tornou-se comum e corriqueiro, em nossos dias. Por isso, ser pregador, hoje, não basta. É preciso atender às preferências do povo. É necessário chamar mais a atenção para si do que para a própria mensagem. Já ouvi até irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.

Hoje, o pregador, para agradar, tem de ser um show-man. Expor as Escrituras com graça de Deus não é mais suficiente. Não se confia mais que o Espírito Santo age em conexão com uma simples exposição bíblica, como acontecia nos tempos da igreja primitiva (cf. At 1.2,16; 2.16; 4.31, etc.). O pregador de hoje tem de “fazer chover”, provocar o auditório, mandar um irmão beliscar o outro, apertar a sua mão até que ele diga “Aleluia”, etc.

Povo de Deus, pastores, pregadores, será que precisamos mesmo ser artistas, vestirmo-nos como astros e sermos hábeis em agradar um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter? É isso mesmo que o Senhor quer ver em nós? Não! Precisamos voltar a priorizar a simples exposição da Palavra de Deus (1 Ts 1.5).

Ciro Sanches Zibordi