segunda-feira, 25 de julho de 2011

Grande Passeata dos 100 anos da Assembleia de Deus do Brasil.




No sábado dia 23 de abril, a Assembleia de Deus de Caucaia - Uma igreja de refugio comemorou os 100 anos da AD no Brasil de uma forma diferente e empolgante. Às 15 horas do sábado, o povo de Deus saiu pelas principais ruas da cidade para mostrar que a assembleia de Deus está completando 100 anos, porem é 100 anos sem vicio, 100 anos de união, 100 anos de conquistas e vitorias e que até aqui nos ajudou o Senhor.

Foram jovens, senhores, senhoras e até mesmo as crianças, e juntos fizemos uma grande festa nas ruas de Caucaia. No momento em que os pelotões passavam pelas ruas fazendo menção de frases como: Jesus é o nosso rei, Só Jesus salva, Jesus Te ama, dentre muitas outras, 09 pessoas se renderam os pés de Jesus para honra e glória do nosso Senhor Jesus.

A passeata acabou na igreja-SEDE do nosso ministério, onde o pastor presidente, Francisco Erivelto Gonçalves, agradeceu a todos que compareceram a essa grande festa e assim agradecendo ao Senhor Jesus por mais uma conquista do povo de Deus nos 100 anos da Assembleia de Deus.



                                                     EU FAÇO PARTE DESSA HISTÓRIA








sexta-feira, 8 de julho de 2011

Os Mistérios do Amor Conjugal em Cântares

Por Esdras Costa Bentho


"Que ele me beije com os beijos da sua boca!" (1.2)

Cantares é a obra mais romântica e simbólica da literatura universal. Seus símbolos ilustram o amor em uma profusão que o leitor fugaz não percebe. Trata-se de uma óde atemporal, que representa o amor entre um homem e uma mulher do modo mais sagrado e belo.

No centro de Cantares está o amor que se exprime com naturalidade, simplicidade, pureza e calor a sua paixão e intimidade: “gritos de alegria, a voz do noivo e a voz da noiva” (Jr 7.34; 16.9; 25.10). Justamente por causa da absoluta universalidade dessa experiência, os símbolos usados em Cantares são constantes e logo perceptíveis, pelo menos a nível global, embora nos detalhes estejam carregados de conotações orientais, exóticas e, às vezes, exasperadas.

Amor

Cantares é um encontro com o amor. Trata-se de um verdadeiro minivocabulário de palavras repetidas dezenas de vezes, porque o enamorado nunca se cansa de dizer à sua mulher: Tu és fascinante (na’wah); és encantadora (iafah); minha amada (‘ahabah); minha irmã (‘ahotî); minha esposa (kallah); meu tesouro (ra ‘iatî); amor de minha alma (‘ahabah nafsî), minha única (6.9). Cantares convida o homem moderno a expressar sem medo ou receio o seu mais profundo amor à mulher amada. Desperta o amásio a expressar as mais significativas e belas frases de amor. A palavra é geradora de sentimentos e fertilizante para o coração.

E para a mulher, o esposo é sempre dodî, “o meu amado”. É assim que o coração é arrebatado (4.9), a paixão é fremente (7.11; 8.7), a delícia (5.17) cancela a vergonha (8.1,7), o anelo inconsciente (6.12) gera contemplação (7.1) e predileção (6.9). Há quase um desmaio de amor (2.5), numa espécie de doença incurável (2.5; 5.8), num sono estático (2.7; 3.5; 5.2; 7.10; 8.4,5), numa embriaguez (5.14), num desfalecimento incitante (5.6). Mas também há o medo que perturba (6.5), há a ausência insuportável (5.6), os pesadelos noturnos (3.8). Mas tudo se esvaece e apenas ouve-se aquela voz doce e suave (2.14). Então tudo volta a ser triunfo dos sentidos numa espécie de paraíso do olfato e do paladar: os frutos do amor são saborosos (2.3; 4.16; 7.9,14), são mel, néctar, leite (4.11; 5.1,12), doçura para o paladar (5.17) [1].

O amor é comparado a cheiros e sabores. Na carreira diária, às vezes, nos esquecemos do estro que nos torna humanos. Colocamos os nossos sentidos reféns do vil metal, enquanto eles são indispensáveis ao conhecimento do outro. Não se ama sem odores e cheiros. O amásio conhece o doce cheiro de sua amada e o paladar de seus lábios. O amor demonstrado na obra eleva o amor a um estado de completo arrebatamento. O poema recomenda aos amásios a sentirem o cheiro e o sabor um do outro. É um convite ao verdadeiro encontro! Nesse amor sublime, nada espiritual e muito menos mundano, os amásios são convidados a viverem com toda intensidade a sua plena humanidade e conjunção carnal nos laços do matrimônio.

Corpo

Não existe, de fato, um livro bíblico que siga tão intensamente a realidade do corpo em todos os seus meandros e segredos e em toda a sua aparência. Vemos o rosto (2.14; 5.2,11; 7.6; 8.3) com a boca aberta ao beijo (1,2; 4.3; 8.1); e à voz (2.8,14; 5.2; 8.12), com os lábios frementes (4.3,11; 5.13; 7.10), com a língua (4.11), com os dentes cândidos (4.2; 5.12; 6.6), com o paladar que deseja saborear (5.16; 7.10); e o nariz atraído pelos perfumes (7.9), com as faces 1.10; 4.3; 5.13; 6.7), com os olhos (1.15; 4.11; 5.2,11; 6.5; 7.5; 8.10) que muito se movem e piscam (2.9) ou ternos (4.9), com os cabelos e as tranças (4.1,6; 5.10), com o pescoço harmonioso (1.10; 4.4; 7.5).

Nada mais óbvio do que afirmar que cada detalhe da amada ou do amado não passa despercebido ao verdadeiro amor. Em uma cultura que aprendeu a ditar suas regras estéticas e seus gostos artesanais à moda Michelangelo, o ser (Dasein) desaprende a ver as qualidades intrínsecas da própria fisionomia humana, irretocável. Não importa o formato do nariz, o importante é usá-lo para cheirar os mais preciosos odores do cônjuge. Pouca importância tem a densidade dos lábios, o essencial é saborear aquilo que o amor reservou para os amantes. A cor dos olhos não cativa tanto quanto o seu brilho. Quem ama encontra suas próprias razões para amar, apesar de tudo.

Depois, eis o corpo ereto (2.9; 7.8) que se ergue solene (2.10,13; 3.2; 5.5), que aperta com força o ser amado (3.4), que abraça (2.6; 8.3,6), que dança de júbilo (2.8), mas que também é plantado sobre as pernas e sobre os pés (5.3; 7.2). [2] O corpo é visto em Cantares como um cântaro cheio de surpresas e venturas.
O amor, sentimento difícil de ser descrito em palavras, tem através das imagens corpóreas do Cântico a sua mais elevada expressão e propósito. Se ama verdadeiramente quando se entrega. Tentaram em vão, Orígenes e São Bernardo, explicar as imagens corporais como símbolos da virtude cristã, ou sabedoria e ciência. Pobres teólogos mortais...que se negam a amar e a reconhecer que o amor entre cônjuges é uma dádiva da criação divina!

Observa-se também o esplendor dos seios (1.13; 4.5; 7.4,8,9; 8.8,10), a perfeição dos quadris (7.2), da bacia (7.3), do ventre (5.14; 7.3). Os seios com todo o seu esplendor é o repouso do abraço apaixonado! Um dado muito interessante relata em 7.4: os seios como crias gêmeas da gazela. Nada mais risonho, infantil e dócil. Nego-me a aceitar a interpretação de que os dois seios são as colinas de Ebal e Gerizin. Trata-se da mais eficaz sedução da parte da amada, que desejam os intérpretes reduzir a duas colinas vetustas e de valor espiritualmente simbólico. Ao movimentar freneticamente os quadris, os seios movem-se rapidamente, lembrando ao amado os gamos gêmeos saltitando pelos bosques.

Eis ainda, acima de tudo o coração que, na linguagem bíblica é sinônimo de consciência, inteligência e amor (5.4; 8.6). Nessa luz, o conhecimento recíproco dos enamorados não acontece só através da mente, mas também da paixão, dos sentidos, da ação e da alegria que se completa na plena realização sexual do casal: Meu bem amado põe a mão pela fenda e minhas entranhas estremecem. Não precisamos "abrir o verbo" para não corar os mais tímidos! Os símbolos "mão" e "fenda", desde a Antiguidade representavam os órgãos sexuais masculino e feminino, e no mínimo, aqui, as carícias entre os cônjuges. A destreza do amado é comparada em 5.14 à "mãos de ouro torneadas, cobertas de pedras preciosas". Cântares convida o casal a viver a vida sexual em sua completude, sem receios ou moralismo hipócrita que impede a felicidade dos cônjuges. Viva plenamente!

Perfumes

Cantares é permeado por perfumes (1.3,12ss; 2.13; 3.6; 4.10-11; 5.13; 7.9,14): Nardo (1.12; 4.13), cipreste (1.14; 4.13); bálsamo (2.17; 5.1,13; 6.2; 8.14), essência exótica (6.6; 4.14), incenso (3.6), açafrão, canela e cinamomo

(4.14). Existe até mesmo um “monte da mirra”, uma “colina do incenso” (4.6) e os “montes do bálsamo” (8.14). A suavidade do vinho é a comparação mais espontânea para exprimir a embriaguez e doçura do amor (2.4; 4.10; 5.1; 7.3,10; 8.2). Nada melhor do que comparar o amor ao cheiro exótico da canela, que se supõe poderes afrodisíacos! As plantas odoríficas estão plantadas no "jardim fechado", figura que destaca o mistério, o espanto e assombro que é o amor de uma mulher com o seu marido. Ela é um jardim fechado em cujo canteiro estão plantados diversas ervas aromáticas que jamais poderiam crescer juntas. Esse jardim fechado também é um belo e delicioso pomar, cujas frutas saborosas são para a degustação dos amados. É um paraíso de romãs (4.13), um pomar das delícias que só o encontro assombroso entre um homem e uma mulher poderiam desfrutar. O jardim das delícias é carregado com o cheiro do amor e dos sentimentos que se perpetuam e se fixam com os odores das plantas. Trata-se, na verdade, de um convite ao amor, comparado a pomares e ervas aromáticas. Um mistério que somente os que amaram intensamente são capazes de revelar.

Objetos Preciosos

A vista e o tato são envolvidos, seja por causa do contato físico entre os dois corpos, seja porque o esplendor do amor é pintado segundo as impressões produzidas por deslumbrantes objetos preciosos: Ouro e prata (1.11; 3.10; 5.11,13,15; 8.9,11,12), pérolas e brincos (1.10,11; 4.9), coroas (3.11), selos (8.6), taças (7.3), madeira nobre do Líbano (3.9); bordados (3.10), púrpura (3.10; 4.3; 7.6), safiras (5.14), marfim cinzelado (5.14; 7.5).

Jardim

Sobre o jardim brilha o sol (1.6; 6.10) e se reflete a lua (6.10). Sucedem-se as auroras e as noites (6.10; 7.12,13), descem as sombras (4.6), sopram o aquilão e o austro (4.16), sopra a brisa (2.17; 4.6), levantam-se colunas de fumaça (3.6), gotejam as chuvas e o orvalho (2.11; 5.2). O jardim “fechado” (4.12) é a figura do “eu feminino”, a “inviolabilidade da pessoa”, um “mistério inatingível contido no corpo da mulher e do seu parceiro”. Salomão salienta que a amada é exclusivamente dele, como um jardim que pertence unicamente ao seu dono, sendo inacessível a todos. Também os poços e fontes eram, às vezes, selados para preservar água, coisa mais do que preciosa no oriente, evitando que outros a tomassem.

Finalmente, só poderíamos terminar com o verso mais célebre dos Cânticos dos Cânticos:

“... azzah kammawet ‘ ahabah..”

“forte como a morte é o amor”.

Notas

[1,2] RAVASI, Gianfranco. Cântico dos Cânticos: pequeno comentário bíblico. São Paulo: Paulinas, 1988.

Poderá também gostar de:

terça-feira, 5 de julho de 2011

ESPÍRITOS ENGANADORES


Por Elienai Cabral

Pelas Sagradas Escrituras, compreendemos que estamos nos últimos tempos da Igreja na Terra. Todos os sinais que precedem a Vinda de Cristo estão tendo o seu cumprimento cabal. Entre eles, a apostasia da fé promovida por Satanás e seus demônios. “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”, 1Tm 4.1. Dentro da linguagem evangélica, entendemos que Satanás tem comissionado seus demônios como “espíritos enganadores” que se intrometem no seio da igreja para enganar. Não temos que adivinhar onde estão e como operam tais espíritos, porque temos o Espírito Santo, que habita na vida da Igreja para revelar os ardis e as obras de engano.

Na passagem citada, apóstolo Paulo reforçou o papel do Espírito Santo: “O Espírito expressamente diz...”. O contexto dessa passagem desvenda graciosamente para a Igreja “o mistério da piedade” na pessoa de Jesus Cristo e a Igreja como agente demonstrador desse mistério. Portanto, a Igreja está na Terra para sustentar essa revelação de Jesus Cristo contra os poderes do mal, porque ela é “a coluna e firmeza da verdade”.

Precisamos entender que existem dois mistérios sobrenaturais propagados por agentes humanos: o de Deus e o do Diabo. O mistério de Deus é propagado pela Igreja e o mistério do Diabo é propagado por “espíritos enganadores” influenciados por demônios. O Espírito Santo vive na Igreja de Cristo para torná-la apta a refutar as sutilezas do Diabo.

A expressão espíritos enganadores pode ter uma referência dupla, tanto a demônios literalmente como a homens que se tornam agentes de demônios. A Bíblia os identifica como “homens maus e enganadores... enganando e sendo enganados” (2Tm 3.13; 2Jo 7 e 2 Pe 2.1). Existem pessoas que se colocam a serviço de Satanás para propagar e disseminar doutrinas falsas e negar as verdades divinas. Essas pessoas tornam-se, indubitavelmente, “espíritos enganadores”.

“Últimos tempos” equivale à expressão “últimos dias” do apóstolo Pedro em sua mensagem no Dia de Pentecostes (At 2.17). A palavra de Paulo a Timóteo mostra que Satanás opera e manifesta o mistério da iniqüidade nestes últimos tempos, quando se constata a exploração do misticismo em nome do Evangelho de Cristo. “Espíritos enganadores” se intrometem no seio das igrejas e produzem falsos sinais e prodígios para impressionar as pessoas. Aqueles crentes incautos e símplices acabam se deixando levar pelo engano. A Palavra de Deus é torcida e heresias surgem de modo assustador.

Os espíritos de engano envolvem a muitas pessoas, as quais acabam se tornando instrumentos de iniqüidade sob o comando subjetivo de Satanás. Esse tipo de problema tem produzido, também, racionalismo barato e incredulidade quanto aos milagres sobrenaturais. Para deter a operação do espírito do engano, a liderança evangélica precisa ensinar mais a Palavra de Deus ao povo. A liturgia de nossos cultos está sendo sufocada por programações tão extensas e intensas que não há mais espaço para a Palavra de Deus. Somente a Palavra poderá sufocar e deter ao poder dos espíritos enganadores que se intrometem em nossas igrejas.

A palavra apostasia significa negação e abandono da fé cristã. Nos primórdios da Igreja, Paulo já percebia alguns sinais típicos do ataque sorrateiro dos espíritos de engano. O texto faz-nos entender que certas pessoas desqualificadas espiritualmente se deixariam levar por esses espíritos, tornando-se agentes do engano. Essas pessoas produziriam conceitos falsos de salvação, de santidade, de regras sociais.

Algumas igrejas e lideranças acabam se desviando das prioridades divinas e aderem à práticas incoerentes com o verdadeiro cristianismo, insuflando falsos conceitos, para dominar os sentimentos e os corações das pessoas por procedimentos antibíblicos. Esses “espíritos enganadores” induzem as suas vitimas ao auto-engano, pois se escravizam a certos comportamentos que ofendem ao Espírito Santo. Nós fomos chamados à liberdade em Cristo, não à escravidão de regras de homens. Normalmente, esses espíritos enganadores enganam-se a si mesmos porque não conseguem praticar suas próprias regras e idéias. Que Deus nos guarde dos espíritos enganadores!

28/04/2011 – CAPD NEWS

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O PROJETO ORIGINAL DO REINO DE DEUS

LIÇÃO 1


INTRODUÇÃO

Pouco é ensinado para os irmãos, de modo geral, acerca da Igreja como sendo a responsável pela proclamação do Reino de Deus. No entanto, conhecer o que diz a Bíblia sobre o Reino de Deus é de fundamental importância para aclarar o nosso pensamento e responsabilidade quanto ao proposito da Igreja no mundo.

UMA PALAVRA SOBRE O REINO DE DEUS

a) O significado de “Reino”

Devemos fazer a mais fundamental das perguntas: Qual é o significado de “reino”? A resposta moderna a esta pergunta impede a compreensão do significado desta antiga verdade bíblica. Em nossa mentalidade e modo de falar ocidentais, o reino é principalmente um domínio sobre o qual um reino exerce a sua autoridade.

O dicionário de Webster nos fornece uma sugestão em sua primeira definição: “A dignidade, qualidade, estado ou atributos de um rei; autoridade real; domínio; monarquia; realeza (Arcaismo)”. Do ponto de vista da linguística moderna, esta definição pode ser arcaica; mas é precisamente este arcaísmo que é necessário para entender o antigo ensino bíblico.

O significado primário de ambas as palavras, a hebraica makuth no Antigo Testamento e a e grega basileia no Novo Testamento, é a dignidade, a autoridade e a soberania exercida por um rei. Uma basileia pode realmente ser um reino sobre o qual um soberano exerce a sua autoridade; e pode ser o povo que pertence a este reino e sobre o qual a autoridade é exercida; mas estes são significados secundários e derivados. Em primeiro lugar, um reino é a autoridade para reinar, a soberania do rei. Este significado básico da palavra “reino” pode ser visto no seu uso no AT para descrição do governo de um rei. Esdras 8.1 fala do retorno da Babilônia “no reino” literalmente, reino de Artaxerxes. 2 Crônicas 12.1 fala do estabelecimento do reino ou governo de Roboão. Daniel 8.23 refere-se ao futuro final de um reino ou governo. Este uso de “reino” com o sentido de reinado humano também pode ser encontrado em passagens tais como Jeremias 49.34, 2 Crônicas 11.17; 12.1; 36.20; 30.31; Esdras 4.5; Neemias 12.22; etc.

b) A responsabilidade de Israel para com o Reino de Deus e sua rebelião

Enquanto isso, procurando obediência voluntária, Ele deu Sua lei a uma nação e designou reis para administrar Seu ‘Reino’ sobre ela (1 Cr 28.5). Israel, entretanto, ainda que declarando submissão nominal, tomou parte na rebelião comum (Is 1.2-4), e, depois rejeitou o Filho de Deus (Jo 1.11; cf. Mt 21.33-43), foi ‘quebrado’ (Rm 11.15,20,25).

c) A quem Deus chama hoje para ser representante do Seu Reino

De hoje em diante, Deus chama os homens de todos os lugares, sem distinção de raça ou nacionalidade, para se submeterem voluntariamente ao Seu governo. É por isso que si diz que o Reino está agora em mistério (Mc 4.11), quer dizer, não vem dentro do âmbito das faculdades naturais da observação (Lc 17.20), mas é discernido espiritualmente (Jo 3.3; cf. 1 Co 2.14). Quando, futuramente, Deus declarar Seu governo universalmente, então o ‘Reino’ estará em glória, ou será, manifesto a tudo (cf. Mt 25.31-34; Fp 2.9-11; 2 Tem 4.1,18).

“Portanto, falando de modo geral, as referências ao Reino dividem-se em duas classes: na primeira, o Reino é visto como presente e envolve sofrimento por parte daqueles que entram nele (2 Ts 1.5); na segunda, é considerado como futuro e está associado com a recompensa (Mt 25.34), e a glória (Mt 13.43)”. Veja também At 14.22.

d) Onde se encontra o Reino de Deus hoje

“O princípio fundamental do Reino está declarado nas palavras do Senhor ditas no meio de um grupo de fariseus: ‘o Reino de Deus está entre vós’ (Lc 17.21, quer dizer, onde o Rei está, ali está o Reino). Assim, na atualidade e no que diz respeito a esta terra, onde o Reino está e onde Seu governo é reconhecido, e, primeiramente, no coração do crente individual (At 4.19; Ef 3.17; 1 Pe 3.15); e, depois nas igrejas de Deus (1 Co 12.3,5,11; 14.37; cf. Cl 1.27, onde em lugar de ‘em’ leia-se ‘entre’)”.

e) Qual o conflito enfrentado por aqueles que estão no Reino

“Sendo, todavia, o Rei e o Seu governo recusados, aqueles que entram no Reino de Deus são postos em conflito com todos os que repudiam sua submissão, como também com o desejo por bem-estar, e a antipatia do sofrimento e a impopularidade, natural a todos. Por outro lado, os súditos do Reino são objetos do cuidado de Deus (Mt 6.33), e do Rei rejeitado (Hb 13.5)”.

f) Como entrar no Reino de Deus

“A entrada no Reino de Deus é pelo o novo nascimento (Mt 18.3; Jo 3.5), pois não há nada que o homem possa ser por natureza, ou obter por qualquer forma de autocultura, que seja de algum proveito no reino espiritual. E assim como a nova natureza, recebida no novo nascimento, se evidencia pela obediência, está escrito também que somente os que fazem a vontade de Deus entrarão no Seu Reino (Mt 7.21, onde, entretanto, o contexto mostra que a referência é ao futuro, como em 2 Pe 1.10,11). Contraste também com 1 Co 6.9,10; Gl 5.21; Ef 5.5”.