segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A EFICÁCIA DO TESTEMUNHO CRISTÃO

LIÇÃO 6
07 de Agosto de 2011                                                               




Por Valdemir Pires Moreira

INTRODUÇÃO

Na antiguidade o sal possuía um valor muito grande. Os gregos costumavam dizer que o sal era divino. Os romanos, em uma frase que em latim era algo como uma das rimas comerciais da atualidade, diziam: "Nada é mais útil que o sol e o sal" (Nil utilius sole et sale). (Comentário Bíblico Barclay do Novo Testamento).

I. O CRISTÃO COMO SAL DA TERRA

O sal era tão valioso na época do NT que os soldados romanos frequentemente recebiam os seus salários em sal. Ele era usado como condimento, como conservante, como fertilizante e até mesmo como remédio. (Comentário Bíblico Histórico Cultural do Novo Testamento - Lawrence O. Richards – CPAD).

Indubitavelmente sua faiscante brancura fazia com que a associação fosse fácil. Os romanos diziam que o sal era o mais puro do mundo porque procedia das duas coisas mais puras que existem: o sol e o mar. O sal é a oferenda mais antiga dos homens aos deuses, e até o final do culto sacrificial judeu toda oferenda era acompanhada de um pouco de sal.

Portanto, para que o cristão seja o sal da Terra, deve ser um exemplo de pureza. Uma das características do mundo em que vivemos é a diminuição das exigências morais. No que respeita à honradez, a diligência no trabalho, a retidão, a moral, todas as normas estão sofrendo um processo de relativização e rebaixamento. O cristão deve ser aquele que mantém no alto os ideais de uma pureza absoluta na linguagem, na conduta e até no pensamento. (Comentário Bíblico Barclay do Novo Testamento).

1. A função de preservar

O sal se relacionava com a ideia de pureza.

No mundo antigo o sal era o mais comum de todos os preservadores.

Usava-se para impedir que os mantimentos, e outras coisas, apodrecessem ou se corrompessem, para deter o processo de putrefação. Plutarco diz tudo isto de uma maneira extremamente curiosa: "A carne – afirma – é um corpo morto, e forma parte de um corpo morto, e se for deixada entregue a si mesma muito em breve perde a frescura; mas o sal a preserva e impede sua corrupção." Portanto, sempre segundo Plutarco, o sal é como uma nova alma inserida no corpo morto.

2. A função de temperar

Mas a qualidade mais evidente e principal do sal é que dá sabor.

Depois que Constantino aceitou a religião cristã como religião do Império Romano, outro imperador, Juliano, quis voltar atrás e restituir a vigência dos antigos deuses. Sua queixa, tal como a representa Ibsen, era: "Você prestou atenção nestes cristãos? Os olhos fundos, as bochechas pálidas, estão toda sua vida refletindo, não os move ambição alguma; o sol brilha sobre suas cabeças mas não o vêem nem se comovem, a Terra lhes oferece sua plenitude, mas não a desejam; tudo o que ambicionam é ter que sacrificar-se e sofrer para morrer e ir ao céu." Segundo Juliano, o cristianismo desprezava os dons da vida.

Oliver Wendell Homes disse, em certa oportunidade: "Eu teria sido pastor, se a maioria dos pastores que conheci em minha juventude não tivessem tido o aspecto de empregados de funerárias e agido como tais."

Robert Louis Stevenson certa ocasião declarou em seu jornal, como se se tratasse de um fato extraordinário: "Hoje fui à Igreja e não me sinto deprimido."

(Comentário Bíblico Barclay do Novo Testamento).

3. Preservando e temperando

O TALMUDE mostra que o sal que não era puro e útil para ser usados nos ritos dos sacrifícios (que eram oferecidos com sal), era lançado nos degraus e declives ao redor do tempo para impedir que o terreno se tornasse escorregadio, e assim era pisado pelos homens. Também houve instâncias do uso do sal na pavimentação de estradas. Assim também, a religião sem autenticidade dificilmente tem uso digno para os discípulos de Jesus ou para o mundo em geral. (O Novo Testamento Comentado Versiculo por Versiculo - R.N Champlin).

Se o cristão não cumprir o seu objetivo como cristão, vai por mau caminho. Estamos destinados a ser o sal da Terra; se não levarmos à vida a pureza, o poder anti-séptico, a alegria e o esplendor que são nossa possibilidade e obrigação como crentes, devemos ater-nos a sofrer as conseqüências. Deve notar-se, para terminar, que a Igreja primitiva fazia um uso muito estranho deste texto. Na sinagoga, entre os judeus, existia o costume de que se um judeu apostatava de sua fé e depois, arrependido, desejava voltar para ela, tinha que deitar-se atravessado na porta e permitir que todos outros pisassem sobre ele, como se fora uma soleira, quando entravam nela. Algumas Iglesias cristãs adotaram este costume, e quando algum cristão era expulso disciplinarmente da Igreja, para poder voltar para ela devia fazer quão mesmo o judeu apóstata e dizer a seus irmãos: "Pisem-me, porque sou o sal que perdeu o seu sabor." (Comentário Bíblico Barclay do Novo Testamento).



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