quinta-feira, 7 de abril de 2011

NOMES E SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO



LIÇÃO 2


Por Valdemir Pires Moreira


INTRODUÇÃO

Econtramos o Espírito Santo sendo descrito nas Sagradas Escrituras de uma maneira impessoal: Como o sopro que preenche, a unção que unge, o fogo que ilumina e aquece, como a água que é derramada e o dom do qual todos pesticipam. Contudo esses nomes são meramente descrições de suas operações. Como já vimos na aula passada não nos resta duvidas quanto a personalidade do Espírito Santo, a terceira pessoa da santissima Trindade. Em todo Novo Testamento, faz-se alusão ao Espírito Santo em termos coloquiais, como "esse" (e não isso) e "aquele" (e não aquilo).

1. Os pronomes e apelativos são largamente usados para descrever sua existência e personalidade:

a) EU (At 10.19,20)

b) ELE (Jo 16.8)

c) AQUELE (Jo 14.26)

d) OUTRO (Jo 14.16)

e) ESSE (Jo 14.26)

Cada nome ou título do Espírito Santo descreve a natureza de sua existência e caráter.

2. Alguns destes nomes e títulos descrevem a sua nature¬za propriamente dita; outros, a sua obra; outros ainda, sua manifestação:

a) O Espírito (1 Co 2.10)

O termo grego “pneuma”, aplicado ao Santo Espírito, evolve tanto o pensamento de “fôlego” como o de “vento”. Como “fôlego” (Jo 20.22; Gn 2.7; Sl 104.30; Jó 33.4; Ez 37.1-10) e como “vento” (Jo 3.6-8; At 2.1-4)

b) O Espírito Eterno (Hb 9.14)

Assim como a eternidade é atributo ou caracteristica da natureza de Deus, semelhantemente a eternidade poder ser atribuída ao Espírito Santo como uma das distinções pessoais no ser de Deus.

c) O Espírito Santo (1 Co 2.10).

Ele é chamado Santo porque é o Espírito do Santo Deus e porque a sua obra principal é a santificação. Deus planejou o plano da salvação, o Senhor Jesus executou esse plano divino e o Espírito Santo estar santificando e preparando a Igreja para que ela em breve estaja para todo o sempre na presença do Deus Santo, do Filho Santo e na presença dEle, o Espírito Santo. O Espírito Santo veio para reorganizar a natureza do homem e para opor-se a todas as suas tendências más.

d) O Espírito da Promessa

O Espírito Santo é chamado assim porque sua graça e seu poder são umas das bênçãos principais prometidas no AT. (Ez 36.7; Jl 2.28). A prerrogativa mais elevada de Cristo, ou o Messias, era a de conceder o Espírito, e esta prerrogativa Jesus a reivindicou quando disse: "Eis que sobre vos envio a promessa de meu Pai" (Lc. 24.49; Gl. 3.14).

e) O Espírito da verdade

Espírito da verdade. O propósito da Encarnação foi revelar o Pai; a missão do Consolador é revelar o Filho. Ao contemplar-se um quadro a óleo, qualquer pessoa notará muita beleza de cor e forma; mas para compreender o significado intrínseco do quadro e apreciar o seu verdadeiro propósito precisará de um intérprete experiente. O Espírito Santo é o Intérprete de Jesus Cristo. Ele não oferece uma nova e diferente revelação, mas abre as mentes dos homens para verem o mais profundo significado da vida e das palavras de Cristo. Como o Filho não falou de si mesmo, mas falou o que recebeu do Pai, assim o Espírito não fala de si mesmo, como se fosse fonte independente de conhecimento, mas declara o que ouviu daquela vida íntima da Divindade.

f) O Espírito da graça (Hb 10.29; Zc 12.10)

O Espírito Santo dá graça ao homem para que se arrependa, quando peleja com ele; concede o poder para santificação, perseverança e serviço. Aquele que trata com desdém ao Espírito da graça, afasta o único que pode tocar ou comover o coração, e assim se separa a si mesmo da misericórdia de Deus.

g) Espírito da vida (Rm 8.2; Ap 11.11)

Um credo antigo dizia: "creio no Espírito Santo, o Senhor, e Doador da vida." O Espírito é aquela Pessoa da Divindade cujo oficio especial é a criação e a preservação da vida natural e espiritual.

h) Espírito de adoção (Rm 8.15)

Quando a pessoa é salva, não somente lhe é dado o nome de filho de Deus, e adotada na família divina, mas também recebe "dentro de sua alma o conhecimento de que participa da natureza divina. Assim escreve o bispo Andrews: "Como Cristo é nossa testemunha no céu, assim aqui na terra o Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus".

i) O Consolador (Jo 14; 15)

Esse é o título dado ao Espírito como aquele que substituiria o Senhor Jesus e passaria a acompanhar os discipulos do Senhor. A palavra "Consolador" ("parácleto", no grego) significa alguém chamado para ficar ao lado de outrem, com o propósito de ajudá-lo em qualquer eventualidade, especialmente em processos legais e criminais. Era costume nos tribunais antigos, as partes aparecerem no tribunal assistidas por um ou mais dos seus amigos mais prestigiosos, que no grego chamavam, "parácleto", e em latim, "advocatus". Estes assistiam seus amigos, não pela recompensa ou remuneração, mas por amor e consideração; a vantagem da sua presença pessoal era a ajuda dos seus sábios conselhos. Eles orientavam seus amigos quanto ao que deviam dizer e fazer; falavam por eles; representavam-nos, faziam da causa de seus amigos sua própria causa; amparavam-nos nas provas, dificuldades, e perigos da situação. O Espírito Santo é chamado "outro" Consolador porque seria ele, em forma invisível aos discípulos, justamente o que Jesus lhes havia sido em forma visível. A palavra "outro" faz distinção entre o Espírito Santo e Jesus; no entanto, coloca-os no mesmo nível. Jesus enviou o Espírito; mas, Jesus vem espiritualmente a seus discípulos pelo Espírito.

3. Simbolos do Espírito Santo

Os seguintes símbolos são empregados para descrever as operações do Espírito Santo:

a) Fogo (Is 4.4; Mt 3.11; Lc 3.16)

O fogo ilustra a limpeza, a purificação, a intrepidez ardente, e o zelo produzido pela unção do Espírito. O Espírito é comparado ao fogo porque o fogo aquece, ilumina, espalha-se e purifica. (Vide Jr 20.9)

b) Vento (Ez 37.7-10: Jo 3.8; At 2.2)

O vento simboliza a obra regeneradora do Espírito e é indicativo da sua misteriosa operação independente, penetrante, vivificante e purificante.

c) Água (Êx 17.6; Ez 36.25-27; 47.1; Jo 3.5; 4.14; 7.38,39)

O Espírito é a fonte da água viva, a mais pura, e a melhor, porque ele é um verdadeiro rio de vida — inundando as nossas almas, e limpando a poeira do pecado. O poder do Espírito opera no reino espiritual o que a água faz na ordem material. A água purifica, refresca, sacia a sede, e torna frutífero o estéril. Ela purifica o que está sujo e restaura a limpeza. É um símbolo adequado da graça divina que não somente purifica a alma mas também lhe acrescenta a beleza divina. A água é um elemento indispensável na vida física; o Espírito Santo é um elemento indispensável na vida espiritual.

d) Selo (Ef 1.13; 2 Tm 2.19)

Essa ilustração exprime os seguintes pensamentos:

Possessão

A impressão dum selo dá a entender uma relação com o dono do selo, e é um sinal seguro de algo que lhe pertence. Os crentes são propriedade de Deus, e sabe-se que o são pelo Espírito que neles habita. O seguinte costume era comum em Éfeso no tempo de Paulo. Um negociante ia ao porto selecionar certa madeira e então a marcava com seu selo — um sinal de reconhecimento da possessão. Mais tarde mandava seu servo com o selo, e ele trazia a madeira que tivesse a marca correspondente. (2 Tm 2.19)

A idéia de segurança também está incluída (Ef 1.13; Ap 7.3)

O Espírito inspira um sentimento de segurança e certeza no coração do crente. (Rm 8.16). Ele é o penhor ou as primícias da nossa herança celestial, uma garantia da glória vindoura. Os crentes têm sido selados, mas devem ter cuidado que ao façam alguma coisa que destrua a impressão do selo (Ef 4.30).

e) Azeite

O azeite é, talvez, o mais comum e mais conhecido símbolo do Espírito. Quando se usava o azeite no ritual do Antigo Testamento, falava-se de utilidade, frutificação, beleza, vida e transformação. Geralmente era usado como alimento, para iluminação, lubrificação, cura, e alivio da pele. Da mesma maneira, na ordem espiritual, o Espírito fortalece, ilumina, liberta, cura e alivia a alma.

f) Pomba

A pomba, como símbolo, significa brandura, doçura, amabilidade, inocência, suavidade, paz, pureza e paciência. Entre os sírios é emblema dos poderes vivificantes da natureza. Uma tradição judaica traduz Gn 1.2 da seguinte maneira. "O Espírito de Deus como pomba pousava sobre as águas." Cristo falou da pomba como a encarnação da simplicidade, uma das belas características dos seus discípulos.


Fonte de pesquisa

Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman – Editora vida

A Existência e a Pessoa do Espírito Santo - Severino Pedro da Silva - CPAD

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